Roberto soltou a mão devagar. A faca escorregou dos dedos trêmulos de Lujaro e bateu na terra seca. O menino ficou ajoelhado diante da avó, incapaz de assimilar que o corpo que se movia um instante atrás havia se tornado imóvel para sempre. Nenhuma lágrima caiu. Seus olhos estavam arregalados, fixos no corpo à sua frente, enquanto algo escuro se formava dentro dele. Ele ergueu o rosto na direção de Roberto. — Por quê? A voz saiu rouca. Em seguida, ele enterrou as unhas na terra. — Por que você me impediu? Eu ia matar ele! Roberto não respondeu de imediato. Olhou para Alfred, que saía do casebre com seus homens, e depois voltou o olhar para o menino. — Porque você teria morrido antes de chegar até ele. Aproximou-se. — Você não sabe lutar, não sabe quantos homens estão atrás dele e nem sabe usar a faca que estava na sua própria mão. Lujaro ergueu a cabeça com os olhos cheios de ódio. — Não me importa! — Mas importa sim. Roberto se ajoelhou diante dele. — Morrer sem conseguir o que quer não é coragem. Ficou em silêncio por um instante, depois disse: — Morte à toa não é vingança... é burrice. Lujaro não disse nada. A raiva sufocava dentro do peito, mas ele não encontrou resposta. Roberto estendeu a mão e agarrou o ombro do menino. — Se você quer vingança, não saia correndo atrás dele agora. Fixou os olhos nele. — Se torne alguém que Alfred não consiga matar. Lujaro ergueu os olhos devagar. — Como? Pela primeira vez, algo leve mudou no olhar de Roberto. — Venha comigo. Depois se levantou. — E eu vou te ensinar. Lujaro se virou para a avó. Ficou olhando para ela por um longo tempo. Depois pôs a mão…
Capítulo 1: الشرارة الرماد و الإنفجار الروحA Centelha, a Cinza e a Explosão da Alma
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