Bab 1Bab 1

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Destino Enfim chegamos ao segundo ato da história de Alan e Ben. Vocês que por algum motivo ainda continuam a acompanhar a jornada dessas pessoas que aqui vos conto tuas histórias... Bem, o que posso dizer, que estamos no outono do ano em que Alan e Ben se conheceram e como vocês já sabem, engataram um relacionamento... Ok, já entendi, vamos parar de enrolar e contar o que vocês, meus caros e grandiosos ouvintes/leitores querem ver/ler... Em Bestemming Sonolento, Alan abre seus olhos em duas pequenas fendas ao sentir que o lado esquerdo da cama estava vazio e gélido. Só ao abrir os olhos é que se lembrou que Ben sairia pela manhã, contudo, não se recordava o que seu namorado iria fazer. A noite em que Alan fora pedido em namoro havia sido especial. Benjamin tinha preparado um jantar para os dois, como Jo Ann disse “era um jantar romântico digno de filmes de comédia romântica, onde o mocinho leva a mocinha para um restaurante chiquérrimo, que com toda certeza, custa os olhos da cara somente para impressioná-la, como se um casal hetero padrão precisasse impressionar um ao outro.” Ela termina de dizer como se fosse a dona da verdade. Alan, ao se lembrar daquilo, cai na gargalhada, não conseguia pensar na sua amiga e não dar ao menos uma risada. Era natural pensar em Jo Ann e rir com as patacoadas que ela fala. Logo depois da tentativa de sequestro que Alan sofrera em sua própria casa B., não aceitara que ele continuasse morando ali, mesmo com os argumentos que encontrava, Benjamin os refutava dizendo que não confiaria que o amor de sua vida morasse em um local onde todos pudessem entrar. Sem argumentos plausíveis, Alan se sentira derrotado. Gostava de morar ali, a vizinhança o agradava, descer para a praça no domingo e ficar observando a movimentação da sociedade patriarcal, agradava a ele como a ilusão de família perfeita que ainda imperava em um país ao qual fora fundado para que as minorias e as diferentes formas de amar pudessem existir. Alan infelizmente se levanta da cama. Aquele dia seria para ele um desafio imensurável. O professor ajudaria os funcionários de B. a organizarem uma festa de Halloween para a comemoração do aniversário de B. Como todas as vezes, Alan não contara para Ben que organizaria uma festa de aniversário para ele, o que pode ser um erro, mas como Alan é a confiança em pessoa e digamos que ele julga que conhece bem o namorado. Ben nunca dissera o dia de seu aniversário para o professor por não gostar de comemorar o dia em que nascera. Acreditava que não se passava de uma baboseira de primeira, contudo, não quis magoar seu namorado, futuro marido, então deixara que Augusta, a governanta da casa, contasse para Alan que o dia de seu aniversário era no Dia das Bruxas. Desde aquele dia o professor vem por suas costas planejando uma festa para comemorar tanto o Halloween quanto o dia de nascimento de seu amor. Ben não gostava de comemorar seu aniversário por lembrar-lhe a morte de seus pais, que infelizmente faleceram no dia 31 de outubro do ano em que Benjamin completou dez outonos de vida. B. saiu do carro acionando o alarme do mesmo e atravessou o estacionamento a passos largos e apressados. Se alguém o visse naquele instante, diria que estava fugindo de algo, o que na verdade, é que ele estava correndo em direção a esse algo. Todos os anos ele vinha nesse local sem pular um ano sequer, o cemitério Angel Grove, local onde seus pais, Benji e Alicia jaziam. Com uma tremenda vontade de chorar, com a tristeza a bater na porta, Benjamin andava cada vez mais rápido. Precisava chegar onde seus queridos pais estavam. Ali, naquele lugar, ele se sentia acolhido, protegido, ali sentia-se mais perto de seus pais e ele não estava errado. Seus pais sempre estavam ali, ano após ano, esperando sua presença. Assim que chega onde seus pais estavam, B. se ajoelha e começa a rezar. Logo após terminar, ele se senta no chão mesmo. Queria estar mais perto de seus pais. — Mãe, pai, tenho tanta coisa para lhes contar, meus tios nos traíram. — Ben faz uma pausa, molha os lábios ressequidos e continua — Eles armaram uma emboscada para mim. Não sei qual era o objetivo de tal ato, mas não conseguiram — ele diz com a voz embargada por conta do choro preso na garganta — como consequência da tentativa de assassinato falha, graças a Deus, — Ele faz uma pausa novamente, por causa das lágrimas que descem em abundância por sua face — eu perdi minha memória, fiquei vagando pelas ruas de Bestemming até que por obra do destino, conheci um homem maravilhoso que me ajudou em um momento em que estava confuso.
De repente, um vento assolou o cemitério fazendo com que todas as folhas que caíram das árvores voassem em volta de Benjamin. Sabia que era seus pais se manifestando em relação ao que ele havia dito. Ainda imerso nos sentimentos que o tomavam, B. se levantou do chão passando em meios às lápides de granito negro gastos pelo tempo.

Alan já enlouquecia com tantas coisas para serem resolvidas em um tempo tão curto, aquele dia seria maravilhoso e emblemático tanto para ele quanto para Ben e ninguém estragaria esse tão sonhado dia. Al se localizava na sala de estar da casa, sentado no sofá. Arrumava as decorações para a festa esculpindo abóboras, se é que podemos chamar de casa. Na opinião dele, aquilo era uma mansão, a sala tinha uma televisão de 65 polegadas em uma das paredes, o sofá reclinável ficava na parede oposta a da televisão, fazendo com que seja excelente a visão proporcionada da TV. Com a ajuda de Augusta, ele havia feito praticamente toda a decoração da casa, só lhe faltava concluir a sala de estar, que por acaso, era o maior local da casa.
Com jeito, ele finalizava a última abóbora de halloween restante. Colocou-a em cima da mesa de centro assim finalizando a decoração. Alan se jogou no sofá, cansado e olha que nem havia começado a festa. Ele não sabia o porquê de ele inventar essas coisas, só lhe cansava, e às vezes, decepcionava-se com a reação de quem o mesmo queria agradar. Era sempre assim, ele dava tudo de si e sempre vinha alguém para acabar com a sua alegria. Para fechar com chave de ouro, ou nem tanto ouro assim, sempre era a pessoa que Al queria agradar que lhe decepcionava. Mesmo assim, ele fazia. Teimava consigo, contudo, acreditava que dessa vez seria diferente, na verdade, cá pra nós era sempre do mesmo jeito. Ele fazia de tudo pra agradar e no fim de tudo, era ele que saía decepcionado, frustrado com tudo e todos a sua volta. Agora, se fosse dar merda, era só esperar, pois o professor já havia preparado a festa e convidado seus amigos para comemorar o aniversário de Ben.

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